Especial Desenvolvimento Sustentável (Parte 5): a Cúpula do Clima e a posição polêmica brasileira

Receio de quê? Esta é a primeira pergunta que vem à mente diante do posicionamento do Brasil em não assinar a declaração mundial resultante da Cúpula do Clima das Nações Unidas, com chefes de Estado, realizada em Nova York, no último dia 23, que prevê o esforço de ações dos países do sistema ONU para reduzir o desmatamento à metade até 2020 e atingir o ‘desmatamento zero’ em 2030. As resoluções integrarão as negociações, agora, em dezembro, na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, em Lima (COP-20), no Peru, que tem como foco principal o combate às emissões provenientes dos combustíveis fósseis.

Aristides Almeida Rocha: um olhar atento ao saneamento ambiental

Praticamente meio século. Esta é a trajetória de Aristides Almeida Rocha, doutor em Ciências Biológicas, que durante a sua vida acadêmica e de pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e como consultor e cidadão, contribuiu em larga escala em análises e trabalhos sobre saneamento ambiental. Enfoca até hoje uma visão transversal, com os impactos ambientais e na saúde pública, como soluções para os mesmos. Em entrevista exclusiva ao Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk, ele trata do tema, desde o conceito a exemplos práticos de remediação e sugestões para o Rio Tietê. Rocha editou o livro “Ciências do Ambiente, Saneamento, Saúde Pública”, em 1995, pela FSP/USP, e foi um dos organizadores da obra “Saúde Pública – Bases Conceituais, 2013, pela Editora Atheneu, 2ª Edição, e coautor do Capitulo Saúde Ambiental e Ocupacional, do mesmo.

Povos Indígenas divulgam carta pública aos candidatos e canditadas à presidência da República

Ensaio Fotográfico realizado em 2012 pela Mídia NINJA, na Expedição Guarani Kaiowa na cidade de Dourados (MS) A relação do Estado e da sociedade brasileira com os povos indígenas, mesmos com os novos paradigmas constitucionais que colocaram fim ao integracionismo, reconhecendo o caráter multiétnico e pluricultural do Brasil, em 1988, tem sido marcada por princípios…

Rio Tietê: um insistente subversivo

Hoje (22/09) é dia dele, de um dos rios mais ‘subversivos’ e com usos múltiplos brasileiros. Quem vê essa expressão, pode estranhar, mas já vou explicar. O adjetivo se aplica perfeitamente ao rio Tietê, que por aquelas condições que só a natureza explica, segue ao interior e não vai para o mar (apesar de estar distante 22 quilômetros de lá), contrariando o que geralmente acontece com os demais cursos d`água. A sua nascente fica no município de Salesópolis e percorre 1.100 quilômetros até chegar ao rio Paraná, cortando quase ao meio o estado paulista em seu traçado, até Itapura, na divisa com o Mato Grosso do Sul. E ele consegue se superar por causa da resiliência à ação do ser humano, que mudou este traçado, tirou as matas ciliares que o protegiam em vários trechos e que despeja diariamente resíduos e esgoto. Essa série de problemas no contexto da deficiência de políticas públicas de saneamento, em especial, na região metropolitana de São Paulo.

O codinome dele é Piauí Ecologia, sem mais…

Este domingo, que é Dia da Árvore, foi uma data de diferentes mobilizações socioambientais espalhadas em várias partes de São Paulo e em outras cidades do mundo. Então, lá fui eu para a avenida Paulista, acompanhar uma das Caminhadas pelo Clima, convocadas em uma ação global pela Avaaz, para contar um pouco da experiência no blog, dando continuidade ao Especial – Desenvolvimento Sustentável. Mas quando estou chegando perto do ponto de concentração no vão do Museu de Arte de São Paulo(MASP), eis que me deparo com uma bonita torre estilizada, que poderia ser chamada de arbusto (por que não?), feita de bitucas de cigarro.

Midiativismo e as negas!

O título de uma nova minissérie disparou o gatilho discursivo: racismo e anti-racismo. Na tela da TV, o racismo resvalou da frase usada para intitular a série. Criado com alardeado intuito de parodiar um programa da TV americana, o título resgata a antiga associação entre mulheres negras e sexualidade exacerba, avivando estereótipos há muito colados às mulheres negras na literatura e história brasileiras.

A mordida no bolso do brasileiro

Nós, consumidores, ganhamos o direito de saber quanto pagamos de impostos (carga tributária) em cada compra que fazemos, não faz muito tempo, desde junho deste ano. Acredito que poucos prestam atenção e acabam deixando passar batida esta informação, que deve constar na nota fiscal, não é? Em uma compra que fiz, neste mês, de gêneros alimentícios e produtos de higiene, com valor total de R$ 18,33, por exemplo, os tributos embutidos foram de R$ 4,43 (24,17%). Em outra bem menor, de R$6,28, pasmem! A carga tributária foi de R$ 2,12 ou 33,79%. É aí que começamos a perceber que dependendo do produto, há oscilações substanciais de percentuais.

Especial – Desenvolvimento Sustentável (Parte 3): de olho na justiça climática

As mudanças climáticas há muitas décadas deixaram de ser objeto de ‘análise’ somente circunscrito ao universo de grupo de cientistas ou especialistas e são refletidas, de forma concreta, na realidade de cada um de nós e em especial, na situação vivenciada pelos refugiados climáticos. São eventos extremos, desequilíbrio e destruição de ecossistemas, de fontes para a segurança alimentar, doenças decorrentes da poluição e de fundo hídrico, que se somam neste processo acelerado a partir da Revolução Industrial, no século XVIII. É neste contexto, que estão programadas mobilizações da sociedade civil pelo mundo, neste mês, cobrando comprometimento e ação por parte dos governos dos países que participarão da Cúpula de Chefes de Estado sobre Clima, no próximo dia 23, e na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP20), em Lima, no Peru, de 1 a 12 de dezembro.