IDH: 24 anos depois, reflete um mundo cada vez mais desigual

O mundo contemporâneo tem um termômetro da desigualdade, que vigora há 24 anos, por meio dos relatórios do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Apesar de ainda ser superficial, é a métrica (baseada em dados de renda, educação e saúde) mais próxima da realidade geral nos diferentes países no planeta e da constatação de que as distâncias aumentam entre as nações mais desenvolvidas e as mais exploradas e pobres historicamente. Quando se faz uma análise dos 187 países constantes no atual documento “Sustentar o Progresso Humano: Reduzir as Vulnerabilidades e Reforçar a Resiliência”, divulgado neste mês, isso se torna mais claro e aponta em mais uma direção. Mesmo os mais avançados têm apresentado um quadro crescente de vulnerabilidade, em parte, na área socioambiental.

Defaunação: uma palavra que se consolida no vocabulário ambiental

A aceleração dos impactos antrópicos (decorrentes da ação humana) parece não ter fim e isso não se restringe somente às mudanças climáticas. Com isso, um termo cada vez mais usual na ciência é a chamada ‘defaunação’. Traduz um universo de declínio da população dos animais, contabilizando hoje 322 espécies de vertebrados terrestres extintas desde 1500; e 25% das restantes revelam que estão em processo ascendente para este fim. Caça ilegal e desmatamento são as principais causas associadas a esse quadro de decréscimo populacional. Os dados compõem a apuração feita por um grupo de cientistas, no artigo Defaunation in the Antrropocene. O estudo foi recentemente publicado pela Science.